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domingo, 23 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Relembre sete protestos bem conhecidos que marcaram a história do Brasil.
Olá amigos !
Como todos sabem estão acontecendo por todo o país manifestações populares contra a corrupção e reivindicando melhora no investimento do dinheiro público, e certamente não deixaria de falar sobre isto, só não o fiz até agora por falta de tempo devido aos protestos mesmo. Ontem gravei um video mas não consegui upar ainda pra colocar aqui, então por enquanto vamos relembrar um pouco da história dos protestos no Brasil e buscar um pouco de inspiração para nossa luta atual.
Fonte da imagem: Reprodução/UOL
Vintém era a palavra que denominava a quantidade de 20 réis, e, lutando contra o pagamento de um vintém pelo uso dos bondes no Rio de Janeiro, a população saiu às ruas várias vezes, entre 1878 e 1879. Já àquela época esse tipo de atitude causava conflito entre manifestantes e as forças armadas. Foram muitos os casos de mortos e feridos durante os protestos na então capital do Brasil. Estima-se que 5 mil pessoas tenham saído às ruas, o que fez com que o reajuste da tarifa fosse cancelado.
Fonte da imagem: Reprodução/WebNode
Um Brasil sem condições sanitárias adequadas fazia do começo do século 20 um cenário determinista, propício a doenças diversas — o que foi muito bem descrito no livro “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, ainda que a obra seja do final do século 19.
O sanitarista e chefe da Diretoria da Saúde Pública, Oswaldo Cruz, garantiu ao então presidente da República Rodrigues Alves que acabaria com os surtos de febre amarela no período de três anos.
A obrigatoriedade da vacinação, medida desconhecida àquela época, e a violência que o governo usou para obrigar a população a se vacinar, invadindo casas e fazendo abordagens violentas, levou 3 mil pessoas às ruas entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904. Ao total, 30 manifestantes morreram, 110 ficaram feridos, 1 mil foram presos e centenas deportados.
Apesar da confusão, a lei da meia-passagem foi sancionada no dia 1º de outubro daquele ano, garantindo a redução da tarifa para os estudantes.
Fonte da imagem: Reprodução/24HorasNews
Uma das manifestações mais conhecidas ocorreu com a intenção de recuperar o direito de voto direto, abolido durante o Golpe Militar em 1964. A primeira manifestação foi pequena e não teve muita repercussão, no município pernambucano Abreu de Lima, em 1983. Mas os ideais não morreram e fizeram com que o ano seguinte fosse marcado por uma série de grandes manifestações, sendo que a primeira, na capital mineira Belo Horizonte, levou mais de 400 mil pessoas às ruas no dia 24 de fevereiro.
O dia 10 de abril foi marcado no Rio de Janeiro por reunir mais de 1 milhão de pessoas que protestavam a favor do voto direto. No dia 16, foi a vez de São Paulo, que reuniu 1,5 milhão de pessoas. Várias outras cidades brasileiras participaram das passeatas, em dias diferentes, todas contando com muitos manifestantes.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 5, que previa o retorno das eleições diretas, foi votada no dia 25 de abril de 1984 e, mesmo recebendo 298 votos a favor contra 65 votos desfavoráveis e 3 abstenções, foi invalidada, já que 112 deputados aliados ao regime militar não compareceram.
O então presidente João Figueiredo censurou ainda mais a cobertura da imprensa nacional e houve forte repreensão policial. Apesar disso, o movimento teve grande importância história à luta pela democracia em nosso país e ao fim da repreensão política e da censura imposta pela ditadura militar. A população brasileira voltou a participar de eleições diretas em 1989, após a implementação de uma nova Constituição Federal, no ano anterior.
Fonte da imagem: Reprodução/R7
Primeiro presidente eleito depois do final da ditadura militar, Fernando Collor de Melo dizia, em suas campanhas, que acabaria com o poder dos marajás e com a corrupção. Porém, dois momentos geraram grande revolta nacional durante o seu governo: o confisco do dinheiro público e o grande esquema de corrupção em parceria com o tesoureiro da campanha presidencial Paulo César Farias. Esse esquema foi denunciado e provado pelo irmão do então presidente, Pedro Collor.
A população saiu às ruas para pedir o afastamento de Collor, no dia 25 de agosto de 1992. Estamos falando agora dos manifestantes que ficaram conhecidos como os “caras pintadas”, que foram 400 mil em São Paulo, 100 mil em Recife, 80 mil em Salvador. Já em setembro, no dia 18, 750 mil pessoas foram para as ruas na grande São Paulo. A renúncia tão esperada ocorreu no dia 29 de dezembro do mesmo ano. Atualmente, Collor é senador de Alagoas.
Fonte da imagem: Reprodução/QuimicosUnificados
Esse protesto era contra o governo de Fernando Henrique Cardoso. Os manifestantes pediam que o Governo Federal fosse investigado por meio da abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Estima-se que 100 mil pessoas tenham participado da revolta popular contra a corrupção do governo e o arquivamento indiscriminado de inquéritos, em 1999.
Fonte da imagem: Reprodução/SuperInteressante
Tudo começou com o abusivo aumento da tarifa do transporte público na capital de Santa Catarina, Florianópolis, quando em junho de 2004 foi aprovado o aumento de 15,6% do valor da tarifa. A população, que já estava descontente com a qualidade do serviço, saiu de casa para protestar o aumento abusivo e fechou, inclusive, a ponte que liga a ilha à região continental da cidade, como forma de protesto. No ano seguinte, um novo reajuste provocou a revolta da população que, dessa vez, foi repreendida pela polícia.
A Revolta do Vintém
Fonte da imagem: Reprodução/UOLVintém era a palavra que denominava a quantidade de 20 réis, e, lutando contra o pagamento de um vintém pelo uso dos bondes no Rio de Janeiro, a população saiu às ruas várias vezes, entre 1878 e 1879. Já àquela época esse tipo de atitude causava conflito entre manifestantes e as forças armadas. Foram muitos os casos de mortos e feridos durante os protestos na então capital do Brasil. Estima-se que 5 mil pessoas tenham saído às ruas, o que fez com que o reajuste da tarifa fosse cancelado.
A Revolta da Vacina
Fonte da imagem: Reprodução/WebNodeUm Brasil sem condições sanitárias adequadas fazia do começo do século 20 um cenário determinista, propício a doenças diversas — o que foi muito bem descrito no livro “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, ainda que a obra seja do final do século 19.
O sanitarista e chefe da Diretoria da Saúde Pública, Oswaldo Cruz, garantiu ao então presidente da República Rodrigues Alves que acabaria com os surtos de febre amarela no período de três anos.
A obrigatoriedade da vacinação, medida desconhecida àquela época, e a violência que o governo usou para obrigar a população a se vacinar, invadindo casas e fazendo abordagens violentas, levou 3 mil pessoas às ruas entre os dias 10 e 18 de novembro de 1904. Ao total, 30 manifestantes morreram, 110 ficaram feridos, 1 mil foram presos e centenas deportados.
Greve da meia-passagem
Definitivamente não é de hoje que a população se revolta. Após presenciar três reajustes no valor da passagem no período de um ano em 1979, mais de 15 mil maranhenses foram às ruas em São Luís no dia 17 de setembro, protestar contra os aumentos abusivos. Em contrapartida, os estudantes, que foram chamados de marginais, depararam-se com forte repressão policial, com um saldo de 50 pessoas feridas e mais de 1.300 detidas.Apesar da confusão, a lei da meia-passagem foi sancionada no dia 1º de outubro daquele ano, garantindo a redução da tarifa para os estudantes.
Diretas já
Fonte da imagem: Reprodução/24HorasNewsUma das manifestações mais conhecidas ocorreu com a intenção de recuperar o direito de voto direto, abolido durante o Golpe Militar em 1964. A primeira manifestação foi pequena e não teve muita repercussão, no município pernambucano Abreu de Lima, em 1983. Mas os ideais não morreram e fizeram com que o ano seguinte fosse marcado por uma série de grandes manifestações, sendo que a primeira, na capital mineira Belo Horizonte, levou mais de 400 mil pessoas às ruas no dia 24 de fevereiro.
O dia 10 de abril foi marcado no Rio de Janeiro por reunir mais de 1 milhão de pessoas que protestavam a favor do voto direto. No dia 16, foi a vez de São Paulo, que reuniu 1,5 milhão de pessoas. Várias outras cidades brasileiras participaram das passeatas, em dias diferentes, todas contando com muitos manifestantes.
A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 5, que previa o retorno das eleições diretas, foi votada no dia 25 de abril de 1984 e, mesmo recebendo 298 votos a favor contra 65 votos desfavoráveis e 3 abstenções, foi invalidada, já que 112 deputados aliados ao regime militar não compareceram.
O então presidente João Figueiredo censurou ainda mais a cobertura da imprensa nacional e houve forte repreensão policial. Apesar disso, o movimento teve grande importância história à luta pela democracia em nosso país e ao fim da repreensão política e da censura imposta pela ditadura militar. A população brasileira voltou a participar de eleições diretas em 1989, após a implementação de uma nova Constituição Federal, no ano anterior.
Impeachment de Collor
Fonte da imagem: Reprodução/R7Primeiro presidente eleito depois do final da ditadura militar, Fernando Collor de Melo dizia, em suas campanhas, que acabaria com o poder dos marajás e com a corrupção. Porém, dois momentos geraram grande revolta nacional durante o seu governo: o confisco do dinheiro público e o grande esquema de corrupção em parceria com o tesoureiro da campanha presidencial Paulo César Farias. Esse esquema foi denunciado e provado pelo irmão do então presidente, Pedro Collor.
A população saiu às ruas para pedir o afastamento de Collor, no dia 25 de agosto de 1992. Estamos falando agora dos manifestantes que ficaram conhecidos como os “caras pintadas”, que foram 400 mil em São Paulo, 100 mil em Recife, 80 mil em Salvador. Já em setembro, no dia 18, 750 mil pessoas foram para as ruas na grande São Paulo. A renúncia tão esperada ocorreu no dia 29 de dezembro do mesmo ano. Atualmente, Collor é senador de Alagoas.
Marcha dos 100 mil
Fonte da imagem: Reprodução/QuimicosUnificadosEsse protesto era contra o governo de Fernando Henrique Cardoso. Os manifestantes pediam que o Governo Federal fosse investigado por meio da abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Estima-se que 100 mil pessoas tenham participado da revolta popular contra a corrupção do governo e o arquivamento indiscriminado de inquéritos, em 1999.
Revolta da Catraca
Fonte da imagem: Reprodução/SuperInteressanteTudo começou com o abusivo aumento da tarifa do transporte público na capital de Santa Catarina, Florianópolis, quando em junho de 2004 foi aprovado o aumento de 15,6% do valor da tarifa. A população, que já estava descontente com a qualidade do serviço, saiu de casa para protestar o aumento abusivo e fechou, inclusive, a ponte que liga a ilha à região continental da cidade, como forma de protesto. No ano seguinte, um novo reajuste provocou a revolta da população que, dessa vez, foi repreendida pela polícia.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Ander - Os Males do Cigarro
E aí marombada beleza ! (lols)
Tudo bem, vamos lá, me deixe explicar melhor o comprimento. Alguns meses atrás percebi que estava passando do estado "fofo" para o roliço e isto estava me fazendo mal então precisava dar um jeito na situação, sendo assim logo me matriculei em uma academia, aqui perto de casa (nome só com patrocinio haha) e diga-se de passagem que estou levando o negócio a sério (quem me acompanha no facebook que o diga. (aliás quem quiser me add lá pessoal: Vinicius Moura de Avila) (putz será que posso usar um parenteses dentro do outro ? ) (nossa agora já são três ! letras me ajudem haha)).
Sendo assim comecei a pesquisar sobre melhores treinos e dietas, para melhorar meus resultados, e em uma destas pesquisas no youtube conheci o Canal do Ander, o qual aconselho a inscrição pessoal, e o vídeo de ontem achei muito interessante postar aqui no NR por não fugir do padrão informativo do blog e ajudar fumantes a entender melhor o que ocorre no seu corpo com a utilização do cigarro.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Como o Trabalho se Transforma em Mercadoria
Olá amigos !
O Capital transforma tudo em mercadoria, isto é, algo objetivamente mensurável e substituível por uma abstração quantitativa - o dinheiro. Nem mesmo o ser humano conseguiu escapar. Ser prático e objetivo, autocriador, o homem foi alienado de sua essência sob o domínio do Capital.
O atual estado de coisas (nos EUA e na Nova Zelândia, no Chile e na Inglaterra, em Portugal e no Japão, na África do Sul, em Cuba e no Brasil - resumindo, no mundo inteiro) caracteriza-se por terem sido normalmente abolidas a escravidão e a servidão. Todos os homens são livres e iguais, enquanto vendedores e compradores de mercadorias. Conseqüentemente, aqueles que não têm mercadorias para vender (que outrora seriam escravos ou servos e que agora são os proletários, a quase totalidade da população) são forçados a escolher: a morte ou a venda do que ainda lhes pertence, os braços, as mãos, os pés, o sentimento, o raciocínio, os gestos... sua essência humana, sua atividade vital, sua existência criativa, sua força-de-trabalho em troca de um salário.
Desse modo, o ser humano é constrangido a aceitar a mais desigual das trocas: a da vida pela sobrevivência, sendo forçado pela necessidade a fazer de suas aptidões um objeto de consumo e vendê-las no mercado de trabalho. Tendo conseguido vender sua força-de-trabalho, a realização do proletário se torna sua desrealização, a afirmação do proletário se torna a negação de si como homem, pois o trabalhador não age como ser humano, mas como força-de-trabalho, como mercadoria, subordinado à vontade do capitalista, em troca de um salário.
O capital reduz toda atividade humana a trabalho e toda realização do ser humano a mercadoria. Tudo que os trabalhadores fazem existir por meio de suas atividades (alimentos, ruas, cadeiras, poemas, meios de produção, computadores, casas...) é radicalmente separado deles e se torna propriedade privada do que ou de quem comprou sua força-de-trabalho. Com isso, a atividade dos homens se coagula numa esfera separada, que se volta contra os próprios homens que a produziram, sua alienação é total. Nessas condições, quanto mais os homens transformam a realidade (todos os aspectos do mundo), tanto mais essa realidade se torna estranha e hostil para eles, tanto mais eles se sentem estranhos em seus próprios atos e hostis para si mesmos, enquanto reproduzem ampliadamente sua própria condição de vendedores da
mercadoria força-de-trabalho, desvalorizando-se ao produzir mais-valia. Essa crescente reedificação da atividade passada (trabalho morto), que suga a atividade viva do trabalhador é o Capital, cujos proprietários - os capitalistas - podem ser indivíduos (como nos EUA, Brasil etc.) ou Estados (em Cuba, China, Coréia do Norte etc.).
A recorrente crise econômica que impregna a "globalização" demonstra que o atual desenvolvimento das forças produtivas não mais permite que o valor, em escale mundial, seja produzido e mensurado pelo trabalho vivo, que, com a aplicação da robótica e da micro-eletrônica, tende a ser anulado no processo produtivo. Portanto, o dinheiro começa a perder seu fundamento, fica "sem pé nem cabeça" e a crise se agrava ininterruptamente. Doravante, a sobrevivência do Capital é sua autofagia, sua autodestruição - ele já não pode dar um passo sem tropeçar nas próprias pernas. Desse modo, a luta pela abolição revolucionária do trabalho, hoje uma necessidade óbvia, não pode mais ser acusada de utópica, uma vez que o apitalismo mal sobrevive à lembrança espectral dos "tempos prósperos".
No atual estado de coisas, toda reforma é simples maquiagem da crise do Capital. É o próprio capitalismo que torna sua condição de possibilidade, o trabalho assalariado, impossível. Portanto, a revolução social é a única perspectiva, além de humana, realista e necessária. Trata-se, nada mais nada menos, de o ser humano se auto-instituir como única medida de todas as coisas, abolindo o dinheiro, o trabalho e o Estado. Trata-se, pois, de efetivar a comunidade humana mundial, na qual as forças produtivas disponíveis serão direcionadas para realizar concretamente os seres humanos em suas atividades, como tais: poesia, gozo, arte, inseparáveis entre si e da vida como um todo. A economia e a política serão extintas, juntamente com as demais esferas separadas, alienadas e especializadas, com a destruição do Estado e a supressão do Capital. A essência humana será a comunidade dos indivíduos livremente associados, na cotidiana atividade de transformação das circunstâncias e de si mesmos, atividade que enfim lhes permitirá tornarem-se seres humanos, com e para os outros.
O Trabalhador Capitalista
O trabalho sempre esteve presente na história da humanidade, sendo seu objetivo inicial, sobrevivência. Porém, com a Revolução Industrial, passou-se a o lucro e para obtê-lo era preciso mão-de-obra de baixo custo, fato que teve como conseqüência à exploração dos trabalhadores.
Essas características pertencem ao modo de produção capitalista, que se consolidou na Inglaterra, através da primeira Revolução Industrial, que ocorreu no final do século XVIII e foi possível graças ao acúmulo de capital, conquistado através do mercantilismo. A partir daí, surgem às fábricas, há o uso de máquinas a vapor, ocorre uma maior divisão do trabalho e, conseqüentemente, o aumento da produção. O capitalismo desde sua origem é um sistema de exploração da mão-de-obra, pois já nessa época houve a concentração de riquezas nas mãos dos grandes proprietários capitalistas.
Na segunda metade do século XIX, houve a segunda Revolução Industrial, a qual foi a inserção de outros países nesse processo, proporcionando assim, a expansão do capitalismo, sendo a passagem do capitalismo competitivo para o monopolista, com formação de grandes empresas e a fusão do capital bancário com o capital industrial. Houve o progresso técnico-científico, possibilitando o desenvolvimento de novas máquinas, utilização do aço, do petróleo e da eletricidade, evolução dos meios de transporte e expansão dos meios de comunicação.
Na década de 1970, de acordo com MAGNOLI (1995) ocorreu a terceira Revolução Industrial, a qual alterou o panorama produtivo mundial, devido ao surgimento de tecnologias microeletrônica e da transmissão de informações sobre a automatização e robotização dos processos produtivos. Além disso, surgiram novos ramos industriais, como a indústria de computadores e softwares, telecomunicações, química fina, robótica e biotecnologia, os quais caracterizam-se por utilizarem mão-de-obra qualificada.
Deste modo, as indústrias se difundem por todo o mundo em busca de mercado consumidor, matéria-prima mais barata e acentua-se a exploração do trabalhador, visando a acumulação de capital. Segundo COHN & MARSIGLIA (1999, 59) o controle do processo de trabalho é importante para esta acumulação devido ao fato de os trabalhadores produzirem através de formas cada vez mais avançadas de divisão do trabalho.
De acordo com MARX apud COHN & MARSIGLIA (1999, 60) com a dinamização do processo de produção, passou-se a investir em uma organização de trabalho mais lucrativa, visando uma maior produção em um menor tempo.
Momentos característicos do processo de trabalho na história do modo de produção capitalista:
Cooperação Simples - o trabalhador executa diversas atividades, correspondentes às do artesão, utilizando ferramentas deste. O controle capitalista ocorre devido à relação de propriedade, utilizando-se da força de trabalho comprada pelo dono da mesma.
Manufatura - Há nova divisão do trabalho, na qual os trabalhadores executam tarefas parceladas, dando início a uma desqualificação do trabalho e aumento da produtividade, ocorrendo à separação entre concepção e execução do trabalho.
Maquinaria - Acentua-se a divisão entre concepção e execução do trabalho, há inserção de máquinas no processo de produção, ocorrendo desqualificação do trabalhador, uma vez que realizam tarefas isoladas, impedindo de conhecer todo o processo de trabalho “.
Devido a essas características, a maquinaria possibilita diferentes formas de divisões e organizações do trabalho:
Maquinaria Simples - O trabalhador mantém algum controle no seu ritmo de trabalho, tendo liberdade para acionar as máquinas, fato que é estimulado através de remuneração por produção.
Organização Científica do Trabalho - O ritmo de trabalho é determinado pela máquina, ocorrendo separação extrema entre concepção e execução do trabalho. No Taylorismo há a redução máxima do tempo gasto para executar cada tarefa, fracionando o processo de trabalho em tarefas simples. Já no Fordismo há um ordenamento seqüencial de tarefas, utilizando-se de uma esteira, que define o ritmo de trabalho."
Automação - Este item foi incluído neste processo por Freyssenet, uma vez que através do desenvolvimento técnico-científico, a função do trabalhador se restringe a vigilância do processo produtivo.
Teorias Modernas de Administração
Defendem a tese que o homem tem necessidades básicas e psicos-sociais. Propõem a participação do mesmo no processo de organização da produção, incentivando a comunicação, desenvolvendo a motivação no trabalho, descentralização nas decisões, delegação de autoridade, consulta e participação dos trabalhadores.
Para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade, passou-se a utilizar princípios da administração japonesa na organização do trabalho, sendo este um novo paradigma de produção industrial, iniciado na década de 60. Este é denominado de Toyotismo e segundo Bezerra Mendes (1997, 57) "pressupõe a polivalência dos trabalhadores, a fabricação de produtos diferenciados, a responsabilidade com o mercado e uma estrutura organizacional que comporte mudanças e inovações constantes, bem como a mudança da relação social no trabalho e a participação dos trabalhadores no sistema produtivo".
Para Bezerra Mendes (1997) a participação dos trabalhadores nas decisões e transformações referentes à organização do trabalho é essencial à promoção da saúde mental, bem como para a melhoria da qualidade de vida no trabalho e do trabalhador.
Destaca-se que há algumas condições da flexibilização na organização do trabalho que proporcionaria maior qualidade de vida no trabalho, como:
A integração e globalização dos processos, métodos e instrumentos de trabalho;
O conteúdo significativo das tarefas, a autonomia, o uso das competências técnicas e da criatividade;
As relações hierárquicas baseadas na confiança, cooperação, participação e definição de regras pelo coletivo de trabalhadores".
Essas condições contrapõem os modelos de organização do trabalho clássicos, fazendo com que através do novo paradigma, os trabalhadores sintam-se integrantes do processo produtivo, valorizando suas tarefas, aumentando sua auto-estima e contribuindo para melhorar sua qualidade de vida e satisfação no trabalho, deixando de ser apenas uma mercadoria.
Por: Pedro Roberto Cardoso.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Planeta Faminto: Aprenda o valor da agricultura
Olá amigos quantas saudades, então vamos logo ao assunto :) !
Pois bem... imagine que você esta chegando no restaurante ou em casa para o seu horario de almoço depois de uma manhã de trabalho extanuante, agora se pergunte, quantas vezes diante daquele saboroso prato de comida você parou para pensar no processo responsável por aquele alimento que esta ali em sua frente ? Provelmente pouquíssimas. Porém isto não elimina o fato do processo ter ocorrido e deveras com sucesso a fim de agradar seu paladar e saciar a sua fome.
Certamente é dificil um mancebo curitibano entender e dar valor ao trabalho árduo dos agricultores no Brasil, eu sempre os admirei de certa forma, mas este video ajudou a ampliar meus horizonte, e foi por isso que decidi posta-lo aqui, afinal esse é o NR um blog que se preocupa e muito com a formação cultural de seus leitores haha ! piadocas a parte vamos logo assistir ↓
sexta-feira, 15 de março de 2013
Série Séria - Professor
Olá amigos, desculpem a demora entre os posts, ainda estou sem editores (mas ja estamos resolvendo esse problema ) e o tempo parece não estar a favor deste pobre estudantede história Lols ! Sem mais, vos convido a ver um pouco de realidade da profissão a qual escolhi, por meio da nossa série séria...
quarta-feira, 13 de março de 2013
Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista?
As expressões "comunismo" e "socialismo" recebem significados nem sempre muito precisos. Numa explicação bem resumida, daria para dizer que, segundo a teoria marxista (veja quadro ao lado), o socialismo é uma etapa para se chegar ao comunismo. Este, por sua vez, seria um sistema de organização da sociedade que substituiria o capitalismo, implicando o desaparecimento das classes sociais e do próprio Estado. "No socialismo, a sociedade controlaria a produção e a distribuição dos bens em sistema de igualdade e cooperação. Esse processo culminaria no comunismo, no qual todos os trabalhadores seriam os proprietários de seu trabalho e dos bens de produção", diz a historiadora Cristina Meneguello, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Mas essas duas expressões também pode assumir outros significados. "Pode-se entender o socialismo, num sentido mais limitado, significando as correntes de pensamento que se opõem ao comunismo por defenderem a democracia. Em contraposição, o comunismo serviria de modelo para a construção de regimes autoritários", afirma o historiador Alexandre Hecker, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Assis (SP). Os especialistas são quase unânimes em afirmar que nunca houve um país comunista de fato. Alguns estudiosos vão mais longe e questionam até mesmo a existência de nações socialistas. "Os países ditos comunistas, como Cuba e China, são assim chamados por se inspirarem nas idéias marxistas.
Contudo, para seus críticos de esquerda, esses países sequer poderiam ser chamados de socialistas, por terem Estados fortes, nos quais uma burocracia ligada a um partido único exerce o poder em nome dos trabalhadores", diz o sociólogo Marcelo Ridenti, também da Unicamp. Logo após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), formou-se na Europa, sob liderança da União Soviética, um bloco de nações chamadas de comunistas. "Esses países tornaram-se ditaduras, promovendo perseguições contra dissidentes. A sociedade comunista, justa e harmônica, concebida por Marx, não foi alcançada", afirma Cristina.
Obras revolucionárias Três trabalhos de Karl Marx são a base para entender esses sistemas políticos
O sociólogo, historiador e economista alemão Karl Heinrich Marx
(1818-1883) foi o principal pensador do marxismo, movimento filosófico e
político nomeado em sua homenagem. Junto com Friedrich Engels
(1820-1895), Marx detalhou sua teoria política e previu o colapso do
sistema capitalista (baseado na propriedade privada) em três obras
principais:
Manifesto Comunista
Escrito entre 1847 e 1848, esse famoso manifesto defendia a idéia de que a história de todas as sociedades existentes até então era a história da luta entre as diferentes classes sociais
Esboços da Crítica da Economia Política
Manuscrito preparado por Marx e Engels, entre 1857 e 1858, que discutia questões como a propriedade agrária e o mercado mundial
O Capital
No primeiro volume, lançado em 1867, Marx e Engels analisavam o modo capitalista de produção. Marx trabalharia até morrer nos dois volumes seguintes, mas eles só seriam publicados por Engels em 1885 e 1894
Manifesto Comunista
Escrito entre 1847 e 1848, esse famoso manifesto defendia a idéia de que a história de todas as sociedades existentes até então era a história da luta entre as diferentes classes sociais
Esboços da Crítica da Economia Política
Manuscrito preparado por Marx e Engels, entre 1857 e 1858, que discutia questões como a propriedade agrária e o mercado mundial
O Capital
No primeiro volume, lançado em 1867, Marx e Engels analisavam o modo capitalista de produção. Marx trabalharia até morrer nos dois volumes seguintes, mas eles só seriam publicados por Engels em 1885 e 1894
segunda-feira, 4 de março de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Entenda o conflito entre Coreia do Sul e Coreia do Norte
Tensão na península tem origem na divisão de poder após a Segunda Guerra Mundial
Inspirados pela revolução comunista na China, em 1949, os norte-coreanos decidiram, no ano seguinte, tentar unificar as Coreias por meio de uma declaração de guerra ao Sul. Começava ali a Guerra da Coreia (1950-1953), que tinha de um lado o apoio das tropas soviéticas e, do outro, a participação de militares americanos.
O conflito foi encerrado com ambos os lados voltando para os limites do paralelo 38, a linha imaginária que marcava a divisão inicial entre os territórios comunistas e capitalistas. Apesar da assinatura do Tratado de Pan-munjom ter acabado com as batalhas imediatas, um acordo de paz nunca foi estabelecido, e Coreia do Sul e Coreia do Norte continuam oficialmente em guerra até hoje.
Nas décadas seguintes, enquanto a Coreia do Sul modernizou sua indústria e virou um dos principais países exportadores da Ásia, a Coreia do Norte manteve o sistema comunista de governo, com rígido controle sobre os meios da produção.
Ambos os países, no entanto, continuaram investindo fortemente em suas Forças Armadas. No Sul, o foco estava no treinamento das tropas e na aquisição de caças e tanques americanos. O Norte, por sua vez, desenvolveu um polêmico programa nuclear que culminou, em 2006, com o primeiro teste de uma bomba atômica do país comunista.
O desenvolvimento da arma nuclear pela Coreia do Norte elevou as tensões a um novo patamar na península e provocou intensificação das sanções econômicas da ONU (Organização das Nações Unidas) contra o país. Paradoxalmente, analistas acreditam que a situação só não se desenvolveu em um novo conflito por causa da bomba atômica norte-coreana, que desencoraja um ataque do Sul.
Mais recentemente, em março de 2010, um ataque com torpedo atribuído a um submarino norte-coreano provocou o afundamento da corveta Cheonan, da Marinha da Coreia do Sul. Ao menos 46 militares morreram na ação, fortemente condenada pela comunidade internacional.
Parte da agressividade da Coreia do Norte pode ser atribuída à constante necessidade de ajuda internacional em questões básicas como alimentação e remédios. O governo norte-coreano, liderado pelo ditador Kim Jong-il, é incapaz de suprir todas as necessidade de sua população e constantemente usa a chantagem militar como forma de conseguir mais recursos.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Sem corrupção, o brasileiro poderia ser até 27% mais rico
O levantamento mostra que, hoje, cada
brasileiro recebe em média R$ 14,47 mil por ano, e passaria a receber R$
16,71 mil, ou seja, 4,4 salários mínimos a mais. Se a corrupção não
existisse, o aumento da renda per capita (R$ 18.388) seria de 27%, o
equivalente a quase oito salários mínimos a mais.
“Se o nível de corrupção no país
diminuísse, mais recursos seriam liberados para as atividades
produtivas, o que poderia gerar mais empregos, mais infraestrutura e um
maior crescimento econômico, o que se traduz em ganhos de
competitividade”, afirma o diretor do Decomtec, José Ricardo Roriz.
Na opinião do professor da área de
administração pública do Ibmec, Miguel Augusto Barbosa Dianese, a
produtividade é totalmente afetada, uma vez que os recursos desviados
deixam de ser aplicados em melhorias para a população. Simulações feitas
pela Fiesp mostram que, com os R$ 69,1 bilhões perdidos com a
corrupção, o governo poderia ampliar o número de alunos matriculados na
rede pública em 47%, ou elevar a quantidade de leitos para internação do
SUS em 89%.
Dianese destaca que, quanto maior o
índice de corrupção, pior fica a imagem do país no mercado internacional
e menor será a captação de investimentos estrangeiros. De acordo com
ele, uma das soluções para reduzir a ação de corruptos é acabar com a
prática da carta-convite. Por esse modelo, em vez de realizar uma
licitação, o governo tem a opção de convidar três empresas a
apresentarem propostas para o serviço a ser contratado.
“É o gestor que escolhe quem convidar.
Se fosse pelo processo de licitação, com a publicação de editais em
jornais de grande circulação, a competitividade seria maior e seria mais
fácil evitar favorecimentos”, avalia.
Por Queila Ariadne – Portal O Tempo
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
sábado, 5 de janeiro de 2013
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Agenda para o fim do mundo Lols !
06:30 - Início do Fim
07:00 - Chuva de meteoritos
08:30 - Chegada da primeira tsunami
10:00 - Boas vindas dos OVNI's
10:30 - OVNI's dançando Gangnam Style em flashmob
11:36 - Início da Destruição
12:00 - Eclipse e alinhamento de todos os planetas do sistema solar
12:00 a 14:00 - pausa para almoço
14:15 - Inversão dos Pólos Magnéticos da Terra
15:00 - Super Aquecimento Global
16:30 - Início da Aniquilação dos Terráqueos
17:00 - Show de Lady Gaga
18:00 - Revelação dos Terráqueos Alienígenas
19:00 - Resgate de prisioneiros da área 51 e de Varginha
20:00 - Re-abertura do túnel São Tomé Das Letras/ Machu Picchu
21:30 - Aproximação do planeta Nibiru
22:30 - Revelação de amigo secreto dos UFO's
23:00 - A zumbizera vai andando para frente, a zumbizera vai andando para trás... ♪ ♫
23:30 - Fim do Mundo
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Veja enfrenta onda de protestos por chamar Niemeyer de ‘idiota’
“Enquanto a mídia de todo o mundo exaltou o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, um dos principais colunistas da revista 'Veja', Reinaldo Azevedo, publicou um post com o seguinte título: “Morre Oscar Niemeyer, metade gênio e metade idiota”. Não demorou para que uma onda de protestos corresse a internet e apontasse os 100% de idiotice da revista 'Veja' e de Reinaldo Azevedo. O pior é que Azevedo não parou por aí.
Por Carla Santos
O perfeito idiota não se contentou em atacar Oscar Niemeyer -- um dos maiores gênios que o mundo já produziu -- apenas por um dia. Na sexta-feira (7), ele voltou à carga para argumentar mais sobre a "metade idiota" de Niemeyer.
Segue o primeiro parágrafo de Reinaldo Azevedo para justificar a “metade idiota” de Niemeyer: “A metade idiota de Niemeyer colaborou com os narcoterroristas das FARC, chamava de ‘líder fantástico’ o assassino de 40 milhões; via no tirano Hugo Chávez um grande homem e justificava todos os crimes de Fidel. Bem pensados, sua genialidade ocupava apenas um terço do seu caráter... Se eu tiver de voltar ao assunto, reduzo para um quarto... Ou: ‘Idoso de esquerda tem problema’”.
Em resposta, os protestos aumentaram, especialmente no Facebook. “Quando morre um grande homem, é uma chance única para pequenos idiotas. Para abrir espaço e ganhar efêmera notoriedade, basta achincalhar o grande homem que morreu. Ainda que isso seja imoral e aético, assegura aos idiotas de plantão seus quinze minutos de fama. É isso que vejo na imprensa brasileira hoje: oportunistas tentando diminuir a extraordinária trajetória de Oscar Niemeyer. Não convidados à festa litúrgica do reconhecimento e da admiração, tentam ascender, ainda que pela porta dos fundos, ao espaço privilegiado que Niemeyer conquistou em mais de um século de talento e ousadia”, protestou o internauta Antonio Veronese.
“Essa revista representa exatamente o setor da sociedade que sempre viu o país como uma colônia, querendo apenas sugar suas riquezas ou vendê-las para os imperialistas. É uma elite deslumbrada pela aristocracia europeia, tão estúpida que reverencia somente o que vem de fora, enquanto os próprios europeus reconhecem a importância de um homem como Niemeyer e de outros brasileiros que a 'Veja' faz questão de cuspir em cima”, comentou Ivan De Angelis.
UM COMUNISTA
Tanto ódio tem um motivo claro, como bem identificou o navegante José Luís Zasso: “mas ser chamado de idiota pelo Reinaldo Azevedo/'Veja' não deixa de ser um bom reconhecimento público. Eu me surpreenderia se a 'Veja' o chamasse de ‘camarada’. Eric Hobsbawn, o maior historiador do século 20 foi chamado de ‘idiota moral’ pela mesma 'Veja'. Assim como Niemeyer, era comunista”.
O mais triste de todo o episódio é que, ao se folhear a revista, o que muito se vê são anúncios de empresas públicas estatais. Até quando o governo federal ajudará a sustentar veículos como esse? E o marco regulatório da mídia, continuará na gaveta?
Que o Brasil ouça o apelo que vem da Argentina, que a presidenta daqui se inspire na presidenta de lá e faça valer o direito à comunicação, este bem tão precioso a qualquer nação que se considere verdadeiramente soberana, democrática e representativa.”
FONTE: escrito por Carla Santos no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=200860&id_secao=1).
Por Carla SantosO perfeito idiota não se contentou em atacar Oscar Niemeyer -- um dos maiores gênios que o mundo já produziu -- apenas por um dia. Na sexta-feira (7), ele voltou à carga para argumentar mais sobre a "metade idiota" de Niemeyer.
Segue o primeiro parágrafo de Reinaldo Azevedo para justificar a “metade idiota” de Niemeyer: “A metade idiota de Niemeyer colaborou com os narcoterroristas das FARC, chamava de ‘líder fantástico’ o assassino de 40 milhões; via no tirano Hugo Chávez um grande homem e justificava todos os crimes de Fidel. Bem pensados, sua genialidade ocupava apenas um terço do seu caráter... Se eu tiver de voltar ao assunto, reduzo para um quarto... Ou: ‘Idoso de esquerda tem problema’”.
Em resposta, os protestos aumentaram, especialmente no Facebook. “Quando morre um grande homem, é uma chance única para pequenos idiotas. Para abrir espaço e ganhar efêmera notoriedade, basta achincalhar o grande homem que morreu. Ainda que isso seja imoral e aético, assegura aos idiotas de plantão seus quinze minutos de fama. É isso que vejo na imprensa brasileira hoje: oportunistas tentando diminuir a extraordinária trajetória de Oscar Niemeyer. Não convidados à festa litúrgica do reconhecimento e da admiração, tentam ascender, ainda que pela porta dos fundos, ao espaço privilegiado que Niemeyer conquistou em mais de um século de talento e ousadia”, protestou o internauta Antonio Veronese.
“Essa revista representa exatamente o setor da sociedade que sempre viu o país como uma colônia, querendo apenas sugar suas riquezas ou vendê-las para os imperialistas. É uma elite deslumbrada pela aristocracia europeia, tão estúpida que reverencia somente o que vem de fora, enquanto os próprios europeus reconhecem a importância de um homem como Niemeyer e de outros brasileiros que a 'Veja' faz questão de cuspir em cima”, comentou Ivan De Angelis.
UM COMUNISTA
Tanto ódio tem um motivo claro, como bem identificou o navegante José Luís Zasso: “mas ser chamado de idiota pelo Reinaldo Azevedo/'Veja' não deixa de ser um bom reconhecimento público. Eu me surpreenderia se a 'Veja' o chamasse de ‘camarada’. Eric Hobsbawn, o maior historiador do século 20 foi chamado de ‘idiota moral’ pela mesma 'Veja'. Assim como Niemeyer, era comunista”.
O mais triste de todo o episódio é que, ao se folhear a revista, o que muito se vê são anúncios de empresas públicas estatais. Até quando o governo federal ajudará a sustentar veículos como esse? E o marco regulatório da mídia, continuará na gaveta?
Que o Brasil ouça o apelo que vem da Argentina, que a presidenta daqui se inspire na presidenta de lá e faça valer o direito à comunicação, este bem tão precioso a qualquer nação que se considere verdadeiramente soberana, democrática e representativa.”
FONTE: escrito por Carla Santos no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=200860&id_secao=1).
domingo, 9 de dezembro de 2012
O que foi a Ku Klux Klan? Ela ainda existe?

A Ku Klux Klan (KKK) foi uma organização racista secreta que nasceu no final do século 19 nos Estados Unidos. Ela foi fundada em 1866, no Tennessee, como um clube social que reunia veteranos confederados, ou seja, soldados que haviam lutado pelos estados do Sul, o lado derrotado, na Guerra Civil Americana (1861-1865). As duas palavras iniciais do nome da organização, "Ku Klux", aparentemente vêm da palavra grega kyklos, que significa "círculo". Já o termo "Klan" teria sido acrescentado para dar melhor sonoridade à expressão, além de fazer uma referência aos velhos clãs, grupos familiares tradicionais. Muito mais do que um clube, a KKK se transformou numa entidade de resistência à política liberal imposta pelos estados do Norte após a Guerra Civil, que assegurava, entre outras coisas, que a abolição da escravatura fosse mesmo cumprida. Na defesa da manutenção da supremacia branca no país, o grupo promovia atos de violência e intimidação contra os negros libertados.
Seus militantes adotaram capuzes brancos e roupões fantasmagóricos para esconder a identidade e assustar as vítimas. A partir de 1870, o governo americano decidiu enfrentar a organização e, em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da KKK. "Ela parecia ter desaparecido durante os últimos anos da década de 1880, mas foi revivida em meados do século 20", diz a historiadora e jornalista americana Patsy Sims, da Universidade de Pittsburgh. A nova KKK foi criada em 1915, no estado da Geórgia, e não era mais movida apenas pelo ódio contra os negros. Sua doutrina misturava agora nacionalismo e xenofobia a um sentimento romântico de nostalgia pelo "velho Sul". "Durante essa reencarnação, a KKK tinha como alvos de sua violência os imigrantes, além de católicos, judeus e negros", afirma Patsy. Uma cruz em chamas se tornou o símbolo da nova organização, que chegou a ter 4 milhões de membros.
Após a Grande Depressão dos anos 30, porém, ela perdeu força novamente, apesar de ter voltado à ativa na década de 60, durante os movimentos pelos direitos civis, que defendiam a igualdade racial nos Estados Unidos. No fim dos anos 70, grupos anti-Klan deram o golpe final na organização ao atingir o bolso dos líderes racistas, exigindo nos tribunais grandes indenizações para vítimas de seus atos violentos. "Embora a Ku Klux Klan ainda exista, sua força hoje é pequena. A maioria dos militantes radicais aderiu a grupos ainda mais violentos de defesa da supremacia branca, como a Nação Ariana e outras organizações ligadas ao neonazismo", afirma Patsy.
Nota: Antes que haja dúvida, declaro que considero repugnante o comportamento da KKK, e de qualquer outra entidade ou pessoa que pratique ou incentive qualquer forma de preconceito e xenofobismo.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Pode estar acabando o chocolate no mundo !
Aproveite enquanto é tempo
Fato: a demanda por chocolate é muito maior que a quantidade de cacau cultivada no planeta. O mundo por trás das barrinhas deliciosas que compramos na padaria, no supermercado e até na drogaria da esquina está crise. Séria.
A começar pela própria planta, que não cresce em qualquer lugar, apenas em regiões quentes que estejam entre os 10 graus de latitude ao norte e ao sul do Equador. Outro problema grande é que, apesar de países como o Brasil e México também plantarem cacau, as três nações que lideram a produção sofrem com guerras-civis e desastres naturais: os africanos Costa do Marfim (líder na produção de cacau, 46% de sua população possui até 14 anos) e Gana (2º maior produtor da fruta, a expectativa de vida é de 56 anos) e a Indonésia (atingido pelo Tsunami de 2004) na Oceania.
Além de problemas externos à plantação de cacau em si, há os agravantes estruturais: o solo nesta região da África está empobrecido e os trabalhadores das fazendas recebem apenas 3 centavos de dólar por cada barra de 60 centavos vendida na Inglaterra. O cultivo de cacau é difícil e não compensa por tão pouco salário: as árvores eventualmente morrem e, para escapar das pragas que mataram as árvores, é preciso mudar-se para outra área de floresta, plantar novos cacaueiros e esperar cinco anos até que frutifiquem. Devastação á vista.
Os filhos dos trabalhadores das fazendas de cacau estão desestimulados a seguir a profissão dos pais – não sem razão – e têm migrado continuamente para as cidades em busca de melhores empregos e condições de vida. Quem fica, acaba por mudar de ramo e cultivar plantas mais rentáveis, como a palma, utilizada para fabricação de biocombustíveis.
Quer mais? O número de apreciadores de chocolate está crescendo, devido à expansão de mercado para países onde tradicionalmente não se consome chocolate: Índia e China – os dois países mais populosos do mundo.
Como lidar com tudo isso e evitar a extinção total do chocolate?
Pesquisadores estão desenvolvendo cacaueiros que consigam crescer em regiões mais frias e iniciativas para aumentar o pagamento dos produtores de cacau também estão feitas, mas ainda de forma tímida.
É possível “salvar” o chocolate, mas isso vai encarecer o seu preço até ele voltar a ser uma iguaria como era na época do descobrimento da América: para poucos, a preço de ouro.
(Superinteressante)
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Filtro Solar - Pedro Bial
Senhoras e senhores da turma de 2003:
Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta:
Usem o filtro solar!
Os benefícios a longo prazo
Do uso de filtro solar estão provados
E comprovados pela ciência
Já o resto de meus conselhos
Não tem outra base confiável
Além de minha própria experiência errante
Mas agora eu vou compartilhar
Esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos
E perceber de um jeito que você nem desconfia, hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente
E como você realmente tava com tudo encima
Você não tá gordo, ou gorda
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que preocupação
É tão eficaz quanto mascar chiclete
Para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade da sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada
E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de um terça-feira modorrenta
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
Às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
É só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam,
Aos 22, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos 40, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer, não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você.
As Suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, é assim pra todo mundo.
Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder, mesmo!
Não tenha medo do seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance! Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio!
Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado
E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade pra diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida.
Porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer..
Você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razuáveis,
Os políticos eram decentes
E as crinanças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos. E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada,
Talvez case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos, senão quando você chegar aos 40, vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar,
Mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo,
Repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.
Mas no filtro solar, acredite!
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