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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O que é a obsolescência programada ?


  Você sabe o que é Obsolescência Programada? Claro que sabe! Lembra daquele guarda chuva que você acabou de comprar e já quebrou? Sabe aquele computador que já ficou ultrapassado? E então o celular que você comprou a pouco tempo e já parece estar fora de moda? Viu! Você sabe muito bem o que é Obsolescência Programada. Mas para reforçar o conceito, segue abaixo uma definição:
  “Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido.” (Fonte: Wikipédia)
  Na prática podemos dizer que Obsolescência Programada é um desrespeito com o consumidor, com o planeta e com a economia. Pois nos faz comprar o que não precisamos para alimentar uma pseudo economia sustentável. Não pense você que esse tema é algo novo. Não, não… é um estratégia que surgiu em 1920 e teve o seu estopim em 1929 – lembrou de algo? Sim, a crise de 1929 ou também conhecida como a Grande Depressão, foi o pior momento econômico de todo o século XX. E para “tapar” o buraco a Matrix (leia-se o sistema capitalista) teve a grande ideia de criar uma fórmula mágica para acabar com o desemprego e miséria. Alguém parou e pensou:
  Se todos os produtos tivessem uma vida útil menor, logo as pessoas precisariam consumir mais. É sabido que o consumo gera emprego e emprego alimenta o crédito e faz a economia girar.
  E foi assim que tudo começou, uma medida que “salvou” a economia da época e que se tornou um problema para o planeta nos dias de hoje. Pense! Se você troca de celular uma vez por ano significa que você é um produtor de lixo tecnológico. Já ouviu aquele bordão “As coisas não duram mais como antigamente”? Pois então. Não duram mesmo, pois não foram feitas para durarem. Mas esse não é o único vilão, pois algumas coisas duram e nós que as descartamos. Hoje temos diversas formas de obsolescência, são elas:

 • Obsolescência Programada: é aquela onde o fabricante, bem sacana, desenvolve um produto para que quebre depois de um certo tempo de uso. Exemplos já comprovados: impressoras e lâmpadas (veja o documentário ao final do post).

 • Obsolescência Percebida: essa tem como maior culpada a Propaganda. Pois, nesse caso, sentimos a necessidade de comprar um novo produto, mesmo que o nosso produto atual atenda a todas as nossas necessidades fundamentais. Esse é o caso dos smartphones onde o fabricantes inovam muito pouco e fazem barulho na mídia reinventando a roda.

  • Obsolescência Funcional: essa aqui pode ser legítima ou induzida. Ou seja, é legítima quando uma tecnologia é descoberta e você decide por comprar um produto mais moderno. E julgo induzida para o caso dos computadores que avançam de forma que as peças novas não sejam compatíveis com as antigas e você tenha sempre que comprar um computador novo.

  Conclusão: esse sistema é falho pois nos induz ao consumismo desacerbado e contribui para criarmos lixo tecnológico, tóxico e de todos os tipos. Esse problema já é bem grave em países da África, que recebem pilhas de lixo diariamente. É um caso típico de empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Por isso, faço um apelo a você leitor. Pense bem antes de sair comprando produtos por modismo. Tenha discernimento na hora de comprar e privilegie empresas que fabricam produtos duráveis (pesquise avaliações de usuários no Google, nada melhor do que a opinião de quem já utilizou o produto). Seja consciente pois se você alimentar esse sistema além de o planeta ser prejudicado você terá que ficar gastando a sua grana comprando produtos novos sempre. E não é nenhum segredo que os fabricantes, muitas vezes, já possuem uma tecnologia nova, porém esperam a gente comprar a velha para depois lançar a nova e a gente comprar de novo.

Sinta-se em casa para discutir o tema abaixo nos comentários!

sábado, 10 de novembro de 2012

A internet nos torna mais inteligentes ou mais burros?

 

  Será que o acesso constante à internet vai tornar os jovens de hoje mais brilhantes ou mais burros? Uma nova enquete de opinião descobriu que os especialistas em tecnologia acreditam que a resposta é “todas as alternativas anteriores”.
  De acordo com a nova pesquisa, que incluiu 1.021 especialistas e críticos de tecnologia, a hiperconectividade é uma boa mistura. 50% dos entrevistados concordaram que a internet é um local que estimula vários talentos e a habilidade de encontrar informação de relevância online. Mas 42% acredita que a hiperconectividade deixa o cérebro raso, com uma dependência da internet e dos serviços móveis.
“Períodos de atenção curta, resultado de interações rápidas, vão vir em detrimento do foco nos problemas maiores, e provavelmente vamos ver uma estagnação em muitas áreas: tecnologia, e até elementos sociais, como a literatura”, afirma Alvaro Retana, da HP. “As pessoas que vão liderar o avanço serão as que conseguirem se desconectar e focar”.

  Previões péssimas:

  De acordo com Universisdade Elon e o Projeto Pew, que conduziram o estudo, a divisão entre os especialistas tecnológicos é perto de 50/50%. Muitos dos que responderam que a geração Y da internet tem vantagem mental temperaram essa opinião com avisos sobre o lado negro desse excesso de conectividade.
  “Enquanto eles disseram que o acesso às pessoas e à informação aumentou intensamente com a era da internet móvel, eles adicionaram que já estão percebendo deficiências na habilidade de foco de atenção dos jovens, de ser paciente e de pensar profundamente”, afirma Janna Anderson, da Elon. “Alguns expressaram preocupações de que as modas estão levando a um futuro onde as pessoas serão consumidores rasos de informação, e muitos mencionaram o livro de George Orwell, ‘1984’”.
  O livro citado descreve uma sociedade onde a informação é completamente controlada. Um dos que citaram o livro foi Paul Gardner-Stephen, da Universidade de Flinders.
“Poderes centralizados que podem controlar o acesso à internet conseguirão controlar muito as gerações futuras”, afirma Gardner-Stephen. “Será muito parecido com o ‘1984’, onde o controle foi atingido usando a linguagem para limitar e delimitar o pensamento, então os regimes futuros podem usar o acesso à internet para controlar o pensamento”.

  Otimismo online

  Muitos especialistas comentaram os talentos necessários para navegar na internet, e sugeriram que as pessoas que cresceram conectados vão se destacar.
“Não há dúvida de que o cérebro está sendo religado”, afirma Danah Boyd, pesquisadora da Microsoft.   “As técnicas e mecanismos para entrar no sistema de atenção rápida serão muito úteis para as pessoas criativas”.
  Outros especialistas afirmam que o uso da internet é como um “cérebro externo”, onde os fatos são armazenados, liberando espaço mental que vai além da memorização.
  “A tomada de lugar da memorização pela análise será o grande boom da sociedade”, afirma Paul Jones, um especialista em novas mídias da Universidade da Carolina do Norte.
  Mesmo que existam algumas diferenças de opinião entre os benefícios e os custos do aumento da importância da internet, os especialistas concordam que certas habilidades e talentos serão importantes para as gerações futuras. Entre elas estão: a habilidade de cooperação para resolver problemas; a de pesquisas efetivas por informação; a de sintetizar informações de várias fontes; a de se concentrar; e a de filtrar a informação útil do “ruído” da internet.
  “Existe uma preocupação palpável entre esses especialistas de que as novas divisões sociais e econômicas vão emergir entre aqueles que são motivados e ao mesmo tempo entendem das novas mídias”, afirma o coautor do estudo, Lee Rainie, deretor do Projeto Pew. “Eles pedem por uma reinvenção da educação púclica para ensinar essas habilidades e evitar os problemas de um estilo de vida hiperconectado”. [LiveScience]

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

INAUGURADA A TEMPORADA DE CAÇA AO PETRÓLEO BRASILEIRO

Por Paulo Metri, veiculado pelo “Correio da Cidadania”

   “Nos dias atuais, proliferam veículos, na mídia brasileira, que utilizam a desinformação. Como exemplo, surgem artigos, editoriais, notícias e entrevistas dizendo que 'as rodadas de leilão de áreas para produzir petróleo devem ser realizadas', 'a Petrobras não tem capacidade para explorar sozinha o Pré-Sal devido a suas limitações financeira, gerencial e tecnológica' e, para “ajudar o Brasil” a vencer essa dificuldade, 'as empresas petrolíferas estrangeiras precisam ser convidadas'.
   Nessas mensagens [afirmam que], para atraí-las, é necessário que as concessões do Pré-Sal sejam firmadas sob as regras da [dadivosa para estrangeiros] lei nº 9.478 [de FHC/PSDB/DEM], o que significa revogar no Congresso a lei 12.351 [de 2010], recém-aprovada, devolvendo o Pré-Sal à antiga lei 9.478 [de FHC].
   Trata-se de arrogância sem igual, típica de quem se acha imbatível. Para tentar convencer os leitores ou espectadores, supondo todos desatentos, lançou-se mão de inverdades, acreditando que ninguém vai contestar um grande jornal, revista semanal, rádio ou televisão. Arquitetaram, com grande esmero, o que pode ser chamado de a “temporada de caça ao petróleo brasileiro”. Felizmente, existem alguns sites, blogs e veículos digitais que estão dispostos a conscientizar a população e publicam novos dados e análises.
   Contudo, a mídia do capital, aquela que não prioriza a sociedade [nacional], às vezes comete erros, por partir do princípio de que o povo tem um baixo nível de compreensão política. Durante dez anos seguidos (de 1999 a 2008), existiram rodadas de leilões de áreas para exploração de petróleo. Nunca trouxeram para seus veículos uma voz que advogasse a não realização dessas rodadas. Em compensação, disseminaram matérias contando as supostas 'maravilhas das rodadas'. Os leitores ou espectadores atentos devem pensar: “Que estranho insistirem tanto em um mesmo ponto!”.
   Neste instante, eles querem ter acesso a algo, não necessariamente divergente, mas com diferente ângulo de visão, e não encontram, porque essas matérias só existem na imprensa alternativa. Mais cedo ou mais tarde, eles conhecerão os veículos livres, comprometidos com as causas sociais, e entenderão que a grande mídia é um braço camuflado do capital, principalmente o internacional.
   Na atual temporada de caça ao nosso petróleo, inúmeras matérias de comunicação satisfazem, sem serem explícitas, aos interesses estrangeiros sobre nosso petróleo. Se fosse rebater cada material divulgado, este artigo iria ficar longo e cansativo; então, comento a seguir as principais acusações dos detratores.
   Começo pela que diz que, "depois da descoberta do Pré-Sal, o Brasil, em vez de começar a exportar petróleo, está se distanciando da autossuficiência". Para explicar o que ocorre, é preciso desenvolver um raciocínio preliminar.
   A velocidade que o governo brasileiro impôs à exploração no setor de petróleo, com uma rodada de leilões por ano, de 1999 até 2008, foi do interesse único das empresas estrangeiras, que não têm petróleo em seus países de origem, e dos países desenvolvidos, que precisam do petróleo para mover suas economias. Se não forçassem a Petrobras a ter que participar de tantos leilões, mais recursos sobrariam para o desenvolvimento de campos e a autossuficiência estaria garantida há mais tempo. Por outro lado, em cada leilão que a Petrobras não participa e não ganha, há uma perda enorme para o país. Além disso, é preciso saber que, entre a declaração de comercialidade de um campo marítimo e o início da sua produção, são necessários, em média, cinco anos.
   Entretanto, estamos hoje bem próximos da autossuficiência, o que não ocorreria, com absoluta certeza, se em 1953 [com Getúlio Vargas] o projeto de interesse das petrolíferas estrangeiras tivesse sido aprovado. No nosso país, hoje, não existiria a Petrobras e a produção nacional seria mínima. As empresas estrangeiras não iriam para a plataforma continental quando a Petrobras foi, em 1974, pois a lógica do capital as levaria para a Arábia Saudita, o Iraque, o Cazaquistão e outros lugares promissores para o petróleo, como de fato ocorreu. Também, certamente ninguém saberia, hoje, da existência do Pré-Sal.
   É interessante que não se conta, para garantir a autossuficiência, com o petróleo produzido no país pelas empresas estrangeiras. De forma pouco soberana, raciocina-se que esse petróleo é delas e elas não têm a obrigação de abastecer o Brasil. Essa falta de lógica social é resguardada pela [antinacional] lei 9.478 de 1997 [de FHC/PSDB/DEM] e é parte do pensamento subserviente da década de 1990, que imaginava o Brasil como economia complementar à dos desenvolvidos, mero exportador de minerais e produtos agrícolas.
   Como boas críticas neoliberais, as matérias lembram sempre "os prejuízos da Petrobras no segundo trimestre de 2012". Ela teve prejuízo porque o governo determinou que segurasse o preço dos derivados, uma vez que os aumentos desses preços repercutem muito no índice de inflação. Não se pode beneficiar o cidadão brasileiro em detrimento dos dividendos maravilhosos que seriam dados aos acionistas? Não se pode fazer isso eternamente, mas, de vez em quando, se pode. Além disso, os acionistas [muitos estrangeiros] não vão ficar sem dividendos. Só não vão ter aqueles maravilhosos.
   Acusam gratuitamente as mudanças do setor porque "modificaram o sistema de royalties", fato catastrófico, porque desencadeou no Congresso disputa entre os parlamentares dos diferentes estados sobre a distribuição dos mesmos. É verdade que discutir o sistema de royalties foi catastrófico, mas o que os autores não percebem é que, mesmo que a lei 9.478 [de FHC] fosse utilizada para o Pré-Sal, os parlamentares iriam querer modificar seus artigos que estabelecem a distribuição dos royalties arrecadados. O que atraiu esses parlamentares a buscarem mudar essa distribuição foi a perspectiva de arrecadações milionárias desse tributo, quando o Pré-Sal entrasse em operação.
   Criticam a lei 12.351 [de 2010] por atribuir à Petrobras participação obrigatória de 30% em cada consórcio e por essa empresa ser a operadora única dos novos contratos do Pré-Sal, determinações essas que “seriam desnecessárias”, além de outros adjetivos pesados. Assim, transmitem a visão que nos desejam impingir, a qual favorece as empresas estrangeiras.
   A Petrobras ser a operadora dos consórcios é primordial, pois quem compra bens e serviços para as fases de exploração, desenvolvimento e produção é a operadora. E, dentre as empresas que atuam no Brasil, só a Petrobras compra aqui. As empresas estrangeiras ganharam áreas para explorar petróleo desde 1999 e, até hoje, 14 anos depois, nenhuma delas comprou uma plataforma no Brasil. Os 30% são explicados porque nenhuma empresa consegue ser a operadora com menos de 30% de participação no consórcio.
   Criar nova empresa estatal para gerir o programa, que também é motivo de crítica, é na verdade muito importante para, dentre outros objetivos, fiscalizar as contas de todos os consórcios.
   Finalizando: Os autores invariavelmente criticam o governo por procurar "viabilizar uma exploração do Pré-Sal que visa satisfazer a sociedade". Neste momento, dizem que “o governo tenta ressuscitar a ideologia nacionalista de outros tempos”.
   Buscam impor o conceito de que “nacionalismo é ruim”. E trazem, como única crítica ao nacionalismo, o fato de ser “de outros tempos”. Além de ser um preconceito contra o velho, chega a ser engraçado, porque princípios liberais estão nos [antigos] textos de Adam Smith (1723-1790).
   Aliás, seria bom reconhecermos que, graças ao nacionalismo, o Pré-Sal é nosso. Em primeiro lugar, porque o nacionalismo o descobriu. Em segundo lugar, porque foram visões nacionalistas de órgãos do governo brasileiro que lutaram para o estabelecimento da “Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas”, onde se encontra mais de 90% do nosso Pré-Sal. E a conquistaram junto às Nações Unidas.”

FONTE: escrito por Paulo Metri e veiculado pelo “Correio da Cidadania”. O autor é conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros e do Clube de Engenharia. Artigo transcrito no portal “Viomundo”  (http://www.viomundo.com.br/denuncias/paulo-metri-inaugurada-a-temporada-de-caca-ao-petroleo-brasileiro.html). [Imagem do Google e trechos entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ligado no ENEM - Crise econômica na Europa 2012


Ligado no ENEM - Comissão da Verdade

Ficheiro:Inauguration of the National Truth Commission.JPG

  Comissão Nacional da Verdade é o nome de uma comissão brasileira que visa investigar violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil por agentes do estado.Essa comissão será formada por sete membros nomeados pela presidente do Brasil Dilma Rousseff e catorze auxiliares, que atuarão durante dois anos, sendo que no final desse período, publicarão um relatório dos principais achados, que poderá ser público ou poderá ser enviado apenas para o presidente da república ou o ministro da defesa. A lei que a institui foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 18 de novembro de 2011 e foi instalada oficialmente em 16 de maio de 2012.
  A comissão terá o direito de convocar vítimas ou acusados das violações para depoimentos, ainda que a convocação não tenha caráter obrigatório e também a ver todos os arquivos do poder público sobre o período, mas não terá o poder de punir ou recomendar que acusados de violar direitos humanos sejam punidos. A comissão deverá colaborar com as instâncias do poder público para a apuração de violação de direitos humanos, além de enviar aos órgãos públicos competentes dados que possam auxiliar na identificação de restos mortais de desaparecidos.Também identificará os locais, estruturas, instituições e circunstâncias relacionadas à prática de violações de direitos humanos e também eventuais ramificações na sociedade e nos aparelhos estatais.
  A comissão, proposta em 2010, passou por diversas mudanças, principalmente para atender as queixas dos militares. O termo "repressão política" foi retirado do texto, a comissão atual prevê o "exame" de violações de direitos humanos, diferente da versão de 2010, que previa a "apuração" e além de englobar fatos ocorridos durante o regime militar no Brasil, que ocorreu ente 1964 e 1985, englobará fatos que ocorreram entre os anos de 1946 e 1988.

sábado, 27 de outubro de 2012

Geração dos rótulos - Deivison Pedroza





Por Deivison Pedroza

  Geração Y. Geração Saúde. Dos impacientes. Dos egocêntricos. Ou dos improdutivos?
Vários são os rótulos dados aos nossos filhos e que eles, sem o menor questionamento, acabam por incorporá-los. Talvez até se utilizem deles para se esconder.
Conceitualmente querem mudar o mundo, pois acham que nós e nossos pais não tivemos capacidade para fazê-lo.
   Querem ser o motor da grande revolução tecnológica e os precursores da reinvenção da globalização. E, diga-se de passagem, hoje tem todas as ferramentas nas mãos para alcançar esse objetivo.
Julgam-se com capacidade intelectual acima da média e rápidos o suficientes para fazer diversas coisas ao mesmo tempo – ouvir música, twittar, assistir TV pelo tablet, jogar, conversar ao telefone. E realmente são capazes disso.
   Mas, então, o que lhes falta? Tudo ao mesmo tempo, sem critérios, sem prioridades, sem uma real definição de qualidade. Quero, posso, desgosto, quero outro.
Uma geração que ama o discurso do politicamente correto, mas que não quer se frustrar com os resultados da prática.
   Uma geração da saúde. Das academias. Dos integrais. Das saladas. E dos lights. Mas que não consegue ir à padaria sem o carro.
   Que usa as redes sociais como artifício para não sair de casa e encontrar os amigos pessoalmente.
Pessoas com centenas de amigos virtuais e pouquíssimos presenciais.
Será que não lhes falta a simplicidade? Ainda acredito na cultura do menos com mais. Eles têm tudo e, na verdade, não tem nada.
   Passam o tempo fazendo mil coisas e, no final, perderam tempo fazendo nada.
Passam horas na academia e ganham tudo em triplo no fast-food.
Para essa geração do tudo e nada, proponho uma receitinha caseira, que seja para gastar um pouco de energia, ou apenas ocupar um pouco do tempo fazendo algo que seja mais útil para alguém. Que tal começar com:
1. Estender a roupa e desentupir a pia: 166 calorias
2. Esfregar o chão e dar banho no cachorro: 285 calorias;
3. Arrumar quarto e cozinhar: 150 calorias
4. Limpar a casa depois de uma festa: 150 calorias
5. Cortar a grama, subir e descer escadas: 470 calorias
  Desintoxicação virtual. Moderação tecnológica. Canalização de energias. Resgate da simplicidade. Ou apenas retomada de alguns dos valores de nossos pais. Para essa geração, proponho mais ação e menos rótulos para se esconderem. Afinal, se continuarmos adotando rótulos daqui a pouco a Geração Y passará a ser GG.
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