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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Dilma do Casseta !

  Olá amigos !
  Desculpem se não estou podendo me dedicar o tempo que gostaria e que vocês merecem ao nosso querido blog, estes últimos meses os estudos e principalmente o trabalho estão consumindo grande parte de meu tempo, para quem não sabe, trabalho em uma instituição de Ação Social, o IPCC (Instituto Pró Cidadania de Curitiba) e nestes meses pré-inverno ocorre a "Campanha Doe Calor", pois como se sabe Curitiba não é uma cidade muito quente, e nesta época  se faz necessário maiores esforços para proteger do frio a população em risco e vulnerabilidade social.
  Então espero que me compreendam e continue nos acompanhando...
2361.jpg
( Este de laranja aí sou eu (meio óbvio né) foto de Zac ) 
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  Sendo assim vamos começando o post de hoje...
  Raras vezes consigo chegar em casa com energia para fazer alguma coisa além de subir e me deitar, mas foi numa destas poucas oportunidades que me sentei no sofá para jantar e assistir, por incrível que pareça a globo. O programa que estava passando era o "casseta e planeta" então não esperava algo muito excitante, lembrando da última vez que assisti o programa um bom tempo atrás, porém para minha surpresa o programa estava (não sei se só naquele dia) com bons assuntos, quase todo politico, não sei por qual motivo a globo resolveu adotar este novo padrão de humor mais sério, especulo que tenha sido para correr atrás do prejuízo e das quedas de audiência que teve durante os seus programas de humor, principalmente se comparado a um de outra emissora o qual eu não julgo conveniente citar.
   Uma das partes que mais gostei foi o da nova (ou novo) personagem representando a presidente Dilma, então em nome da economia de caracteres vou colocar o vídeo youtubístico do que estou falando,
   Boas risadas a todos, e aguardo comentários.


  Pois é Globo muito bom, mais ainda falta a Zorra Total não acha !

sábado, 26 de maio de 2012

Série séria












A ENTREVISTA DE LULA PARA A TV PORTUGUESA

Do blog “Os amigos do Presidente Lula”

“A União Europeia "é patrimônio da humanidade", diz Lula num programa que a RTP (Rádio e Televisão de Portugal) transmitirá em julho. O jornal “PÚBLICO” acompanhou a entrevista a Graça Castanheira, a primeira desde que terminou o tratamento contra o câncer.

Sol em São Paulo: assim até parece mais fácil Lula aparecer daqui a pouco. Nada de Avenida Paulista, arranha-céus, escritório chique. É uma casa mais periférica, persiana de alumínio, azulejo florido. Ao deixar Brasília, o ex-Presidente anunciou que queria dedicar-se aos problemas de África e América Latina e esse é o foco deste Instituto Lula.

Há algo de errado em chamar a Lula ex-Presidente. Talvez porque toda a gente lhe chama "o Lula", e manda beijos como se fosse da família. A repórter acaba de aterrar em São Paulo e toda a gente que soube ao que vinha disse: "Dá um beijo no Lula."

Carinho não se deve, há ou não há. No caso de Lula, tornou-se quase uma aflição nacional quando os médicos lhe diagnosticaram um tumor na garganta. À operação, seguiram-se três sessões de quimioterapia e 33 sessões de radioterapia. De um dia para o outro, foi-se aquele Pai Natal hirsuto: barriga, cabelo, barba. Só sobrou um bigode. E quando uns fios de cabelo renasceram, a perna esquerda ressentiu-se e Lula apareceu com bengala.

Entretanto, em Portugal, a documentarista Graça Castanheira ia esperando. Lula seria o último de 11 protagonistas na série “O Tempo e o Modo”, que está para ser emitida pela RTP, e inclui nomes como Eduardo Galeano, Laurie Anderson, Lucrecia Martel ou Gonçalo M. Tavares. Para formular o convite, a autora do projeto construiu, de propósito, um site com uma carta pessoal. A entrevista foi acordada entre agosto e outubro de 2011. Lula adoeceu, passaram sete meses. Só no último fim-de-semana, Graça recebeu luz verde para dia e hora. Voou para São Paulo e aqui está, a acertar a câmara com uma pequena equipe brasileira. Usando panos negros e painéis, improvisou o cenário no anexo da casa, ao lado da piscina: uma mesa, uma cadeira, um papel de parede azul com flores brancas. A entrevista vai para o ar daqui a dois meses, está marcada para as 14h30 e o PÚBLICO veio para a acompanhar.

Celso Marcondes, do Instituto Lula, amigo do ex-Presidente há 30 anos, faz as vezes de anfitrião. O ex-Presidente continua a morar em São Bernardo do Campo, cintura industrial paulista, onde foi operário. Ontem, apareceu em São Paulo, numa homenagem pública. Às 14h30 ninguém sabe a que horas chegará. E "pode não ser hoje", acautela Graça, após mais um telefonema.

"O FMI NÃO VALE NADA" (para crise nos EUA)

Será hoje. Lula surge às 16h45, cabelo ainda ralo, mas já com nove quilos dos 18 que perdeu, já sem bengala. E a sorrir, mirando o pátio: "Podia fazer-se aqui uma cobertura, com umas cadeiras, para tomar um uisquinho..." Traz dois velhos camaradas além do jovem assessor, cumprimenta os presentes, toda a gente se aperta no estúdio, as câmaras acendem-se.

Sentada à sua frente, Graça pergunta-lhe porque não pára. "Faz parte da minha genética, sempre fui habituado a trabalhar", responde, imediato. "A ociosidade é uma desgraça para o ser humano. Não consigo descansar três dias seguidos." Quanto mais 30 dias de férias. "Vou morrer fazendo trabalho com muita intensidade." Por exemplo, agora, aqui, no instituto. "Tenho um compromisso moral com o continente africano. Não é possível que o século XXI não seja o século do continente africano e da América Latina." Dispara a falar da crise europeia, de como "os bancos estão quebrando" e tudo isso o leva a não parar.

"Quando deixei a presidência, viajei para 36 países em oito meses." Um erro para a saúde, diz, mas mais forte do que ele. "Fico preocupado com a ausência de liderança hoje no mundo. Essa crise vem de há anos e as pessoas aceitaram-na como se fossem culpadas. Pobre do povo grego. Pagando para quem? Para os bancos franceses, para os bancos alemães. Eu gosto de fazer política. Temos de trabalhar para interferir na política mundial."

Graça pergunta-lhe pela China. "Vai ter de tomar uma decisão nos próximos meses ou anos: incrementar o consumo interno e gerar uma classe média maior", responde Lula. "A China tem papel importante, só não pode é viver uma crise. Tal como os Estados Unidos têm papel importante, só não podem é achar que fazem com o dólar o que querem. O mundo fica à disposição do tesouro americano. Não é justo que a gente dependa do dólar." A mesma crítica que Dilma levou a Obama.

E Lula logo volta à crise europeia: "A Europa não pode destruir a União Europeia. É patrimônio da humanidade. Os países europeus ficaram muito na dependência da Alemanha. Mas se a Alemanha teve grande importância na unificação da Europa, também foi a grande ganhadora [desse mercado] porque 70% das suas exportações são para a Europa." A crise da Grécia, ressalva, "poderia ter sido resolvida há um ano" com poucos bilhões. "É preciso manter a responsabilidade da União Europeia. Conheci Portugal nos anos 80, a Espanha nos anos 80, e vi a evolução extraordinária. Foi dinheiro transformado em patrimônio de um povo. Não pode acabar de um momento para o outro."

Na política mundial, remata, existe hoje um problema: "Obama pensa nos americanos, Merkel nos alemães, cada um no seu mandato. O mundo não está pensado de forma globalizada." Exemplo: "O FMI é muito bom quando a crise é na Bolívia, mas quando a crise é nos Estados Unidos, o FMI não vale nada."

99 PAÍSES

Foco agora no balanço da sua presidência. "Até ao último dia da minha vida tenho de agradecer a Deus o que me deu. Vivemos oito anos de grande intensidade." Incluindo "uma política internacional como o Brasil jamais tinha feito", sublinha. "Visitei 99 países, fazendo com que o Brasil ganhasse respeitabilidade como a sexta economia do mundo. Fizemos coisas extraordinárias." Mais de 20 milhões saíram da miséria e 40 milhões passaram à classe média, diz. Que falta? "A Presidenta Dilma tem condições para fazer muito mais e melhor."

Ser mulher faz mesmo diferença?, quer saber Graça. Lula acha que sim. Porque "governar o país é agir como se fosse uma mãe, e a mãe é o ser mais justo", trata todos os filhos de forma igual. Além de que a mulher "tem muito mais sensibilidade política", "uma leveza na compreensão das coisas", "consegue enxergar coisas que homem não consegue". Com "uma esquerda fragilizada no mundo", o mundo ganha em ter mais mulheres na política.

A propósito, diz, hoje "não existe pensamento de esquerda como no passado", quando "bastava ler o Manifesto Comunista", de Karl Marx. "Houve muitos erros. A esquerda foi pressionada durante muito tempo e foi cedendo espaço." De que se tratou na recente Primavera Árabe? "Reivindicação de democracia, de esperança, não de um debate ideológico", distingue Lula. O que existe hoje é "a possibilidade de construir um socialismo democrático de verdade, que respeite a liberdade." E Lula dá o PT como "exemplo a ser estudado", porque "o mundo político hoje não tem nada igual".

A entrevistadora pergunta-lhe pela questão climática, também divisória entre esquerda e direita. Já rouco, Lula bebe um pouco de água: "A questão climática tem de estar no centro do debate." O que significa perguntar, por exemplo. "Porque é que a Europa não compra etanol da África e continua a comprar petróleo?" Isto, quando "um bilhão de pessoas vai dormir sem ter o que comer".

Após viver "mais de dois terços da [sua] passagem pelo mundo", Lula sente-se "muito, muito otimista" em relação ao futuro. Mas "vamos chegar a um momento em que teremos de definir o limite das coisas necessárias no planeta".

CARINHO PELA BARBA

O sofrimento muda a percepção?, pergunta Graça Castanheira. "Sempre fui pessoa de muita sensibilidade à desgraça, só que a gente não espera que essas coisas aconteçam com a gente", diz Lula. "Em 66 anos, nunca fui no hospital a não ser para operar uma apendicite." Agora, "não existe mais tumor, mas os efeitos colaterais do tratamento são tão graves" quanto a doença. "Minha barba já tinha 30 e poucos anos, eu tinha um carinho muito grande por ela e não vai mais nascer do jeito que era. Todo o mundo se pergunta: "Por que eu?" "Mas sairei dessa experiência mais compreensivo, mais disposto a dar do que receber. Já faz sete meses que estou me cuidando e isso mexeu comigo." Descobriu o tumor quando foi ao hospital acompanhar a mulher em exames. Ela não tinha nada, ele sim. O seu primeiro susto foi: "O que vou fazer na política aos 66 anos e sem voz? Porque era um tumor de três centímetros nas cordas vocais. E eu ia dar palestras [pelo mundo] com iPad. Mas o tratamento deu muito certo."

Parece sempre acreditar no bem, nota a entrevistadora. Não crê na maldade? "Acredito cegamente na bondade do ser humano. Sempre tem uma palavra, um gesto, capaz de convencer as pessoas a serem melhores." Como fez questão de dizer a Dilma, "cuidar do pobre é a coisa mais barata, não custa nada, dá 10 reais para ele e ele fica agradecido". Assim como governar, afinal, é fácil. "Quando você sabe para quem, de onde veio e para onde vai voltar, quando define as prioridades e os compromissos, governar é muito fácil. Saio gratificado elegendo uma mulher que tem tantos ou mais compromissos do que eu e pode dar oito anos mais ao Brasil."

Eis a indicação de que não será candidato na próxima eleição. E Dilma, diz, saberá fazer respeitar a sexta economia mundial. Aliás, se "hoje já não se vê o Brasil como uma republiqueta das bananas", qual foi "a de Obama de convocar o G8 e não convocar o Brasil?"

Os médicos restringem-lhe o tempo de conversa por dia e começa a notar-se porquê. A voz quase desapareceu. Aos 38 minutos de gravação, Graça encerra a entrevista.

Já off, Lula diz, recuperando o ânimo: "Quero ver se vou a Lisboa este ano, alugar um carro e conhecer todo o país. Prometi à minha mulher. Faço 38 anos de casado e ainda não cumpri."

E depois de se despedir, distribuindo abraços, o seu assessor José Crispiniano garante ao “PÚBLICO”: "Ele fala mesmo isso de Portugal. Sempre fala."

FONTE: postado no blog “Os amigos do Presidente Lula” (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/entrevista-de-lula-para-tv-portuguesa.html#more) [Imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].

segunda-feira, 21 de maio de 2012

LULA LANÇA PÁGINA NO FACEBOOK



  “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou quinta-feira sua página oficial no Facebook, no endereço facebook.com/lula .
  Para Lula, o Facebook será uma opção para quem quiser acompanhar as suas atividades e as do Instituto Lula no Brasil e no exterior, inclusive as iniciativas para cooperação com a África e a América Latina.
  “Queremos reunir aqui todos os interessados em continuar compartilhando esperança e solidariedade na luta por um mundo mais justo”, afirmou o ex-presidente em vídeo de lançamento que pode ser visto na página.
  Lula começa com mais de 50 mil pessoas “curtindo” a página, migrados do perfil não oficial criado anteriormente por iniciativa de fãs do ex-presidente.

Vídeo de Lula e página em: facebook.com/lula:


  COMPLEMENTAÇÃO:
  EM POUCAS HORAS, PERFIL DO LULA NO FACEBOOK SUPERA O DE FHC

  Com menos de 24 horas de funcionamento, o perfil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Facebook já foi “curtido” por cerca de 80 mil pessoas, número que cresce a cada minuto. Quando comparamos com o perfil do antecessor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, esse número é mais que o dobro do acumulado por FHC, que já está há nove meses logado à rede social.
  Em vídeo divulgado na quinta-feira (17), Lula declarou que a página servirá para ampliar o debate em torno dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Lula. “Queremos reunir aqui todos os interessados em continuar compartilhando esperança e solidariedade na luta por um mundo mais justo”, afirmou.
  Mas não foi somente na rede que Lula provou sua popularidade em relação ao tucano. Quando passou a faixa pra Dilma Rousseff, pesquisa do ibope apontou que Lula tinha 87% de aprovação, maior índice entre os presidentes do período democrático. Já FHC, ao final de 2002, tinha avaliação positiva de 26% dos entrevistados pelo Ibope.
 Além disso, outros reconhecimentos foram os títulos de doutor honoris causa a Lula, concedidos por universidades do mundo inteiro a pessoas cujo conhecimento é considerado digno de reconhecimento acadêmico."

sábado, 19 de maio de 2012

MicroChip - A Marca da besta ?


O país progride !

Por Mair Pena Neto

  “Apesar de todos os contratempos e de um cenário mundial adverso, que buscava fazer crer que só existia um modelo político possível, o Brasil conseguiu avançar nos últimos anos e parece disposto a seguir nessa toada. Embora com muitas limitações e quase sem rupturas, a questão social foi colocada no centro das questões políticas, o papel do Estado como indutor do desenvolvimento foi retomado e questões pendentes da história começam a ser enfrentadas.
  A leitura dos jornais nos últimos dias comprova essa caminhada. Em meio ao mar de lama da CPI do Cachoeira, que atinge sobretudo políticos da oposição, uma empreiteira corrupta e um notório veículo de comunicação, o país avança. O governo reforça os programas sociais com o recente anúncio de novas políticas, como a voltada para a primeira infância, que assegura amparo às famílias com crianças de 0 a 6 anos e fortalece a construção de creches. No campo econômico, prossegue a ênfase na redução dos juros, com enfrentamento dos bancos e sua cobiça por juros astronômicos. E o Estado avança na transparência, com o primeiro passo no funcionamento, ainda precário, é bom que se diga, da Lei de Acesso á Informação, que tende a inibir a corrupção nos órgãos públicos.
  O ato mais recente e simbólico das mudanças por que passa o país foi a instalação da Comissão da Verdade, que investigará os crimes da ditadura. Foram necessários 28 anos após o fim do regime de exceção para que o país tivesse condições de enfrentar seu passado insepulto e tentar curar de vez as cicatrizes ainda abertas dos horrores cometidos nos anos de chumbo.
  Precisamos passar por um governo de transição, ainda sem o voto direto; por uma experiência desastrosa abreviada pelo impeachment de Collor, pela recuperação promovida por Itamar Franco, pelo período neoliberal dos governos de Fernando Henrique Cardoso e pelas mudanças conduzidas por Lula para chegar ao que Dilma começa a fazer agora. Nessa trajetória, é significativa a passagem do comando do país de representantes das elites tradicionais para um operário e uma ex-guerrilheira.
  Forjada na luta contra a ditadura, vítima direta das barbaridades cometidas nos porões, Dilma age como estadista e volta a jogar luz num período macabro de nossa história, que muitos gostariam de manter sob o tapete. Faz todo o sentido que ocorra em seu governo a instalação da Comissão da Verdade, que, esperamos, possa funcionar a contento.
  O cenário não é cor de rosa. O tempo da comissão para esclarecer os crimes da ditadura é curto, e punições não estão previstas, como acontece na Argentina e no Chile. A Lei da Anistia ainda impede que criminosos bárbaros paguem pelo que cometeram, mas a história está em movimento, e muita coisa pode acontecer quando a crueza dos fatos vier à tona.
  Falta avançar em muitos aspectos. Numa maior participação política, na melhoria dos serviços sociais, no aprimoramento das instituições, na melhor distribuição das riquezas e mesmo no enfrentamento das forças contrárias à construção de um país mais digno e justo, capaz de proporcionar a todos os seus cidadãos o desfrute de suas capacidades. Mas é inegável que o país caminha.”

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não esqueçam do SOPA e PIPA !!!



  De uma hora para outra, tornou-se um dos assuntos mais comentados do mundo. Justamente porque mexe, a princípio, com estruturas básicas do funcionamento da internet atual. Os projetos de lei SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act), que estavam em discussão no Congresso dos EUA e foram arquivados, sugeriam uma série de restrições a usuários e empresas para basicamente combater um problema: a pirataria online. Mas por que a situação chegou a esse ponto?
  Muitos defendem que estes projetos de lei são exagerados. Embora não houvesse nenhuma evidência de que a sociedade americana e mundial estivesse sofrendo danos muito grandes devido ao sistema com o qual hoje se fazem downloads, tais leis, se colocadas em vigor, devem limitar em muito a possibilidade de baixar arquivos na rede mundial.
  Os defensores das leis alegam que o modo como a pirataria online acontece hoje fere economicamente os detentores de direitos autorais. Cada download não autorizado, segundo eles, representa uma venda a menos de sua propriedade intelectual. Isso nem sempre é verdade, já que geralmente o preço do produto original é abusivo devido a impostos, e o consumidor não o compraria de qualquer maneira.
  Matthew Yglesia, autor de um artigo para o New Scientist, vai ainda mais longe: ele explica que a pirataria primariamente ilegal é benéfica, porque obriga a indústria do entretenimento a encontrar opções legais e mais justas para a população.
  Ele dá o exemplo da rede de TV britânica BBC, que produz o programa Sherlock e não o disponibiliza a um preço razoável para clientes dos EUA. Logo, eles são forçados a baixar de maneira ilegal. Essa concorrência entre o download ilegal e a compra legal, segundo ele, forçou a indústria a criar opções como o iTunes e o Hulu: dentro da legalidade, mas sem desrespeitar os direitos do consumidor.
  Por fim, o colunista explica que não propõe que a pirataria online, ilegal, seja feita sem punições aos infratores. Mas ele acredita que o modo como a indústria do entretenimento atua, hoje em dia, não visa nem aos interesses nem aos dos consumidores, e sim aos seus próprios interesses. Esta lógica, segundo ele, precisa mudar para que haja justiça envolvendo toda essa questão. [New Scientist]
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